Uma foto por semana, durante 2019.
A photo a week, all through 2019.
Querido Dezembro • Dear December
segunda-feira, dezembro 03, 2018
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Dezembro! Chegas assim sem sequer darmos por isso e vens carregado de dias sem horas suficientes, de listas sem fim de coisas a fazer a acrescentar ao já muito acelerado ritmo desta era. Contigo vem o cheiro a canela e açúcar, mesas cheias de riso e esperança.
Dezembro! Chegas assim sem sequer darmos por isso e vens carregado de dias sem horas suficientes, de listas sem fim de coisas a fazer a acrescentar ao já muito acelerado ritmo desta era. Contigo vem o cheiro a canela e açúcar, mesas cheias de riso e esperança.
No rio • Down at the river (storytelling)
segunda-feira, dezembro 03, 2018
"Vamos até ao rio!". O dia estava quente e a miragem de água fria corrente estaria em breve a tornar-se realidade. É sempre divertido fotografar crianças. Há um grau (elevado) de improviso e de pouca coisa sair como a minha mente planeia. A maior parte das vezes dou por mim a seguir os seus passos e ignorar o resto. E vale sempre a pena.
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"Let's go down to the river!". It was a hot day and the mirage of cold, running water was about to become a reality. It's always fun to photograph kids. Things usually don't come out as I pictured them and most of the times I say to myself "just look at this and ignore the rest". It's always worth it.
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"Let's go down to the river!". It was a hot day and the mirage of cold, running water was about to become a reality. It's always fun to photograph kids. Things usually don't come out as I pictured them and most of the times I say to myself "just look at this and ignore the rest". It's always worth it.
Razões pelas quais gosto de fotografia documental
quarta-feira, agosto 29, 2018
Lembro-me de quando era criança ver a minha mãe registar com frequência não só os momentos mais especiais, mas também aqueles que sucediam espontaneamente. São hoje memórias que nos transportam para um lugar no tempo.
Sempre fui muito observadora e muitas vezes pensava que um determinado momento daria uma foto espetacular. Raramente me sentia atraída pela típica fotografia de turista em que todos se alinham e fazem o seu melhor sorriso para a máquina (mas também tenho algumas dessas! Não me julguem...).
Sevilha (Storytelling 4/12)
sexta-feira, agosto 12, 2016
O pátio das Casas de el Arenal, espaço central da casa sevilhana do século XVIII. Duas laranjeiras fazem sombra a uma mesa e duas cadeiras, lugar ideal para descansar depois da viagem e antes de partir à descoberta da cidade. Vimos só os dois, sem crianças, porque às vezes faz falta. Sevilha, capital da Andaluzia, tem muito para nos mostrar.

Jabel Shams (Storytelling 3/12)
quinta-feira, maio 12, 2016
Demoramos 3 horas a lá chegar. Outras 3 para regressar. Ficámos 1 noite. Valeu a pena cada segundo...
Cenouras assadas com pesto • Roasted carrots with pesto
quinta-feira, abril 14, 2016
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Hoje colhemos o que aqui há uns tempos semeamos. Ideia nascida de uma tarde sem planos, duas crianças ansiosas por experimentar coisas novas e um pai que (quase) sempre acha que as sugestões deles são geniais. De repente semear vegetais tornou-se num projecto com direito a planeamento e tudo. Enquanto elaboram eu viajo no tempo e passeio pela horta da minha avó, rectângulos perfeitamente desenhados que guardam um arco íris vibrante: tomates, feijão verde, alface, cenouras... cheira a verde e a terra molhada. Também gostei da ideia afinal.
Hoje colhemos o que aqui há uns tempos semeamos. Ideia nascida de uma tarde sem planos, duas crianças ansiosas por experimentar coisas novas e um pai que (quase) sempre acha que as sugestões deles são geniais. De repente semear vegetais tornou-se num projecto com direito a planeamento e tudo. Enquanto elaboram eu viajo no tempo e passeio pela horta da minha avó, rectângulos perfeitamente desenhados que guardam um arco íris vibrante: tomates, feijão verde, alface, cenouras... cheira a verde e a terra molhada. Também gostei da ideia afinal.

Storytelling 1/12
terça-feira, janeiro 05, 2016
Na casa dos pais havia uma caixa de sapatos cheia de fotografias. Não estavam organizadas, poucas tinham data ou lugar onde foram tiradas. Os rolos revelavam-se e as fotos iam-se acumulando na caixa. Algumas desfocadas, outras nem por isso enquadradas e a maior parte delas guarda as marcas do tempo e do manejo por dedos pequenos e descuidados. Levam-nos numa viagem pelo tempo e acendem qualquer coisa cá dentro que nos arranca uma gargalhada (às vezes uma lágrima...). Cada uma conta uma história e todas juntas contam a nossa história.
Quando saí de casa levei algumas comigo e organizei-as cronologicamente num álbum. Parecia uma boa ideia. Mas há qualquer coisa de romântico na ideia da caixa de sapatos cheia de fotografias.
Do desejo de manter tradições, criar raízes e documentar a vida familiar nasce o Storytelling. São 12 histórias, contadas em imagens e que vão fazer parte da caixa de sapatos desta família.
O cenário da primeira é o deserto. Wahiba Sands, escolhido para a minha passagem para os 40, sem nada de ritual mas com algo de poético. É apenas um lugar nesta terra imensa, mas é um lugar impressionante. Da grandeza libertadora chega a compreensão do quão pequenos somos. O Salmo 8 ecoa na minha mente e o silêncio apenas quebrado pelas gargalhadas das crianças a voar sobre a areia desperta um sentimento de gratidão incomensurável.
Quando saí de casa levei algumas comigo e organizei-as cronologicamente num álbum. Parecia uma boa ideia. Mas há qualquer coisa de romântico na ideia da caixa de sapatos cheia de fotografias.
Do desejo de manter tradições, criar raízes e documentar a vida familiar nasce o Storytelling. São 12 histórias, contadas em imagens e que vão fazer parte da caixa de sapatos desta família.
O cenário da primeira é o deserto. Wahiba Sands, escolhido para a minha passagem para os 40, sem nada de ritual mas com algo de poético. É apenas um lugar nesta terra imensa, mas é um lugar impressionante. Da grandeza libertadora chega a compreensão do quão pequenos somos. O Salmo 8 ecoa na minha mente e o silêncio apenas quebrado pelas gargalhadas das crianças a voar sobre a areia desperta um sentimento de gratidão incomensurável.
Baklava pillows
quinta-feira, dezembro 31, 2015
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A baklava, um doce tão típico aqui Médio Oriente, já faz parte da nossa mesa de festa, a par com as rabanadas ou o bolo rei. Tradicionalmente são camadas de massa filo recheadas com uma mistura de frutos secos e especiarias, regadas com uma calda doce. A nossa versão vem em forma de almofadas que escondem um recheio de pistachios e amêndoas, aromatizadas com canela e cravinho e uma calda de gengibre.
A baklava, um doce tão típico aqui Médio Oriente, já faz parte da nossa mesa de festa, a par com as rabanadas ou o bolo rei. Tradicionalmente são camadas de massa filo recheadas com uma mistura de frutos secos e especiarias, regadas com uma calda doce. A nossa versão vem em forma de almofadas que escondem um recheio de pistachios e amêndoas, aromatizadas com canela e cravinho e uma calda de gengibre.
Bolo de cacau • Cocoa cake
terça-feira, dezembro 22, 2015
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É quase Natal. Acendem-se as luzes coloridas e o som das músicas natalícias saem-nos sem sequer darmos por isso. Planeia-se a ementa da consoada e mesmo longe de Portugal o fiel amigo continua a ser o rei da mesa. Não faltará o bolo rei (ou rainha, mais da nossa preferência), nem as rabanadas, nem o mulled wine, um vinho quente com especiarias. A mesa compõe-se das tradições e sabores de sempre a par com gostos nascidos da convivência com outros costumes. Aos momentos de partilha à mesa juntam-se os de reflexão e celebração de uma das mais bonitas datas do calendário cristão. E em família desenham-se desejos de prolongar por todo ano a partilha do amor que recebemos de Deus (João 3:16).
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